Nesta viagem intensa que chamamos vida, crescem sabores diversos na boca da existência.
O corpo naturalmente se desenvolve, riscando os dias que passam.
O envelhecimento dos olhos torna-os mais doces.
Olhamos para o futuro com dúvidas, revemos o passado com incertezas.
Acima de tudo sentimos que o presente é o único bem que temos.
January 31, 2006
Coisas simples
Dia 29 de Janeiro de 2006
NEVOU no País todo...
Foi um Domingo diferente... simples é verdade, mas diferente.
As coisas simples são as mais inesquecíveis... Todos comentaram e sorriram... todos ligaram aos amigos e familiares para lhes pedir para irem espreitar à janela.
Nevou em Lisboa, facto que não acontecia há cinquenta anos. Nevou em Évora, Beja, no Algarve. Todos se esqueceram que se deve a alterações climatéricas provocadas pela destruição do Mundo pelo Homem. Todos fizemos conversa no trabalho, no autocarro, no comboio. Gostei sobretudo de ouvir uma mãe a falar com uma amiga dizendo: "a minha filha levantou-se, abriu a porta, e disse eh mãe tanto axucar!!!!". Coisas simples que nos preenchem.
NEVOU no País todo...
Foi um Domingo diferente... simples é verdade, mas diferente.
As coisas simples são as mais inesquecíveis... Todos comentaram e sorriram... todos ligaram aos amigos e familiares para lhes pedir para irem espreitar à janela.
Nevou em Lisboa, facto que não acontecia há cinquenta anos. Nevou em Évora, Beja, no Algarve. Todos se esqueceram que se deve a alterações climatéricas provocadas pela destruição do Mundo pelo Homem. Todos fizemos conversa no trabalho, no autocarro, no comboio. Gostei sobretudo de ouvir uma mãe a falar com uma amiga dizendo: "a minha filha levantou-se, abriu a porta, e disse eh mãe tanto axucar!!!!". Coisas simples que nos preenchem.
November 28, 2005
I'm back
Eeeeeeeeeeeeeennnnnnnna...
E já lá vão... 4 meses!! Que vergonha.
Mas é um facto; desde o meu regresso de férias (onde já vão) não tenho tido tempo para pensar, quanto mais escrever... lol.
Para dizer... tudo e nada!
O que escrever... há muito isso é verdade! Este País dá-nos temas de sobra, mas muito sinceramente nenhum merece ter o privilégio de estar no meu regresso.
Por aqui está tudo bem... projectos pessoais em vista e, acima de tudo, a serem já concretizados. Podemos pensar em fazer, em delinear estratégias, em tentar calcular a melhor altura para começar a agir.
Mas, na verdade, tudo começa quando agimos. Começa tudo mesmo: decisões tomadas, acções desenvolvidas e resultados obtidos. É assim que devemos apostar nos nossos objectivos. Acima de tudo trabalhar para eles.
Este hábito que vamos adquirindo de nos esquecermos de como víamos o Mundo aos 17 anos, é-nos por vezes prejudicial. De repente a perspectiva que tínhamos da vida é abalroada pela chamada "realidade" e... depois... os sonhos que tínhamos ficam para trás.
O tempo deixa de existir, não sabemos que dia é hoje e quando damos por isso aí vem mais um Natal, mais um Aniversário, mais... e chega-se aos 31 num ápice. lol
Claro que cada decisão pressupões uma perda; às vezes temos pena de perder velhos hábitos, inclusivé quando não nos fazem bem.
A melhor decisão é aquela que sentimos ser a melhor para nós, e automaticamente para quem nos rodeia. O chavão "se não gostar de mim, quem gostará" aplica-se em todos os aspectos da vida. A melhor decisão vem de dentro.
E por hoje chega. Vou tentar vir cá mais vezes.
E já lá vão... 4 meses!! Que vergonha.
Mas é um facto; desde o meu regresso de férias (onde já vão) não tenho tido tempo para pensar, quanto mais escrever... lol.
Para dizer... tudo e nada!
O que escrever... há muito isso é verdade! Este País dá-nos temas de sobra, mas muito sinceramente nenhum merece ter o privilégio de estar no meu regresso.
Por aqui está tudo bem... projectos pessoais em vista e, acima de tudo, a serem já concretizados. Podemos pensar em fazer, em delinear estratégias, em tentar calcular a melhor altura para começar a agir.
Mas, na verdade, tudo começa quando agimos. Começa tudo mesmo: decisões tomadas, acções desenvolvidas e resultados obtidos. É assim que devemos apostar nos nossos objectivos. Acima de tudo trabalhar para eles.
Este hábito que vamos adquirindo de nos esquecermos de como víamos o Mundo aos 17 anos, é-nos por vezes prejudicial. De repente a perspectiva que tínhamos da vida é abalroada pela chamada "realidade" e... depois... os sonhos que tínhamos ficam para trás.
O tempo deixa de existir, não sabemos que dia é hoje e quando damos por isso aí vem mais um Natal, mais um Aniversário, mais... e chega-se aos 31 num ápice. lol
Claro que cada decisão pressupões uma perda; às vezes temos pena de perder velhos hábitos, inclusivé quando não nos fazem bem.
A melhor decisão é aquela que sentimos ser a melhor para nós, e automaticamente para quem nos rodeia. O chavão "se não gostar de mim, quem gostará" aplica-se em todos os aspectos da vida. A melhor decisão vem de dentro.
E por hoje chega. Vou tentar vir cá mais vezes.
July 27, 2005
Em suspenso
Encontro-me sentada no limbo da vida
Antes tudo era penoso
A alma tinha um concreto desejo
De lavar essas mágoas
A tristeza que sentia
Era verdadeira
Dava o sentido necessário
Num ápice
Inverteu-se tudo
Libertei-me de imposições
Pressões, limitações
Pensei em ser livre
Vivi essa emoção durante um tempo
Foi curto
Hoje não consigo
Não quero
Regressar de onde saí
Puxada a ferros
Fui
Mas não há sentido
O que faço com uma liberdade
Construida
Idealizada
Não sentida
Nem antes experimentada?
Não sei lidar com a falta do peso de viver
Um imenso deserto aqui dentro
Nada sinto
Olho o mundo por detrás de um vidro
Não toco
Não vivo
Não quero sentir
Não reajo
Não hajo
Não existo
Parece-me impossível ser.
Antes tudo era penoso
A alma tinha um concreto desejo
De lavar essas mágoas
A tristeza que sentia
Era verdadeira
Dava o sentido necessário
Num ápice
Inverteu-se tudo
Libertei-me de imposições
Pressões, limitações
Pensei em ser livre
Vivi essa emoção durante um tempo
Foi curto
Hoje não consigo
Não quero
Regressar de onde saí
Puxada a ferros
Fui
Mas não há sentido
O que faço com uma liberdade
Construida
Idealizada
Não sentida
Nem antes experimentada?
Não sei lidar com a falta do peso de viver
Um imenso deserto aqui dentro
Nada sinto
Olho o mundo por detrás de um vidro
Não toco
Não vivo
Não quero sentir
Não reajo
Não hajo
Não existo
Parece-me impossível ser.
May 11, 2005
Dinheiro e felicidade
Toda a vida ouvimos dizer que o dinheiro não é sinónimo de felicidade... uma grande verdade, sem dúvida, mas que ajuda muito isso é um facto.
Hoje, logo de manhãzinha, recebi um simpático telefonema do meu mecânico (vá lá o senhor teve a gentileza de me ligar antes de avançar, o que é raro), a informar-me que o arranjo e inspecção do carro iria rondar os 400 Euros!!!!!!! Fiquei azul, verde, às pintas.... e a verdade é que não me está a deixar nada feliz!
A verdade é que 400 Euros, e muito menos, é o ordenado mensal de muitas famílias. A verdade é que são 80 contos. A verdade é que não os tenho. A verdade é que tenho a sorte de ter alguém que me pode ajudar.
No café, quando me dizem que a conta relativa a um café e um bolo "são só 2 €", automaticamente penso "porra, são 400 Escudos".
Questiono-me como é que a maioria das pessoas consegue sobreviver nestas condições. Tantas famílias com casas para pagar, filhos para sustentar... como conseguem?!
Não dá felicidade!???? Qual é a mãe ou pai que não fica feliz por poder dar o mínimo de condições materiais aos filhos?
Agora falando de mim, solteira, sem filhos, sem grandes despesas... fico super feliz quando não tenho de pensar duas vezes para ir jantar com os meus amigos, para ir ao cinema, para ir passar um fim de semana fora... o que é certo é que sem dinheiro não é possível, no mundo em que vivemos, permitir-nos a garantir o mínimo para sermos felizes, mesmo que não sejamos esbanjadores ou com a mania das grandezas.
Foi só um desabafo.
Hoje, logo de manhãzinha, recebi um simpático telefonema do meu mecânico (vá lá o senhor teve a gentileza de me ligar antes de avançar, o que é raro), a informar-me que o arranjo e inspecção do carro iria rondar os 400 Euros!!!!!!! Fiquei azul, verde, às pintas.... e a verdade é que não me está a deixar nada feliz!
A verdade é que 400 Euros, e muito menos, é o ordenado mensal de muitas famílias. A verdade é que são 80 contos. A verdade é que não os tenho. A verdade é que tenho a sorte de ter alguém que me pode ajudar.
No café, quando me dizem que a conta relativa a um café e um bolo "são só 2 €", automaticamente penso "porra, são 400 Escudos".
Questiono-me como é que a maioria das pessoas consegue sobreviver nestas condições. Tantas famílias com casas para pagar, filhos para sustentar... como conseguem?!
Não dá felicidade!???? Qual é a mãe ou pai que não fica feliz por poder dar o mínimo de condições materiais aos filhos?
Agora falando de mim, solteira, sem filhos, sem grandes despesas... fico super feliz quando não tenho de pensar duas vezes para ir jantar com os meus amigos, para ir ao cinema, para ir passar um fim de semana fora... o que é certo é que sem dinheiro não é possível, no mundo em que vivemos, permitir-nos a garantir o mínimo para sermos felizes, mesmo que não sejamos esbanjadores ou com a mania das grandezas.
Foi só um desabafo.
May 05, 2005
Equador - Sublimações
Um dia destes, numa das minhas fugazes consultas a este meu blog, curiosamente reparei num comentário sublime: lê este texto.
Li, reli e fiquei impressionada com tanta sensualidade.
Consultem e deliciem-se.
Li, reli e fiquei impressionada com tanta sensualidade.
Consultem e deliciem-se.
April 06, 2005
E assim...
... 2 meses!!!!!!!!!
Ups! Com tanta coisa a acontecer... será que a minha mente não consegue desenvolver um apontamento sequer?!
Olho para este bocado de mim e não surge nada... Governo, Referendo Aborto, Dia Internacional da Mulher, morte do Papa, 11 de Março, Primavera, Verão, Férias... enfim tantos temas e assim me fiquei, sem opinião, sem apego?
Opinião tenho. Vontade de a transmitir? Talvez não, talvez nim, talvez talvez.
Recolho-me no infinito da alma, relembro os momentos da minha mais exagerada vivência, vivo um dia-a-dia sem amanhã, aprendo que a expectativa é o primeiro passo para a desilusão e que a não-expectativa nos consome o desejo.
A leveza que ambicionamos é insustentável.
A liberdade de não pensar; de apenas sentir; de simplesmente viver; de ignorar o tiro de quem nos quer atingir; de concretizar o objectivo do nosso ser; de caminhar sem ceder...
A insustentável leveza do ser.
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