January 06, 2005

Fica Comigo Esta Noite

Iniciei este novo ano com décadas de saturação. Apesar da minha última mensagem de 2004 ter sido de grande positivismo, confesso que inicio esta nova caminhada com alguma irritação na alma.
Para tentar devolver-me à tranquilidade, aproveitei a minha hora de almoço para entrar na Bertrand e folhear uns livros, na expectativa de encontrar palavras de ânimo e tranquilidade.
O simples facto de estar naquele ambiente foi, por si só, um sedativo instantâneo.
Vi e revi títulos, folhei algumas páginas e quando decidi regressar, os meus olhos cruzaram com INÊS PEDROSA. Tenho vindo a ler o "Faz-me falta", mas já há muito que "Fica comigo esta noite" me havia seduzido.
Na contra-capa lê-se:
«"Fica comigo esta noite", pede um pai ao filho que lhe escapa por entre os dedos, numa entre doze histórias de pessoas normais subitamente surpreendidas pela constelação de desencontros a que chamamos vida. Histórias de mulheres e homens perdidos na infinita noite do desejo, histórias de europeus sem Europa, histórias de traições e cumplicidades sem fronteiras.»
Apetecível, sedutor... anseio por mergulhar na poesia da prosa de Inês. Confesso que invejo o dom... queria tanto escrever como Inês, queria tanto sentir o que imagino que um poeta sente quando se exprime tão verdadeiramente.
Apetece-me ser poeta, apetece-me escrever um livro, apetece-me ter uma escrita "suave, maliciosa, inteligente", de "rara envolvência", adorava ser, tal como Inês, "Uma tempestade à qual ninguém pode ficar imune ou indiferente".

November 24, 2004

Balanço

Reparei que já nada dizia desde 10 de Novembro! É uma pena, pois os blogs devem ser mantidos, alimentados... mas, de facto, o trabalho aperta no final do ano. É uma época de balanço a todos os níveis!
Considero que já me é possível fazer um breve balanço pessoal deste conturbado ano de 2004. Muita coisa aconteceu. Foi para mim um ano especialmente duro, de grande luta pessoal.
Mas valeu a pena, sobretudo porque a "Alma não é pequena".
Ainda citando o génio Fernando Pessoa, literalmente "tirei-me a ferros de mim mesma"!
Foi um ano de encontros e desencontros. Foi um ano de perdas, mas também de grandes conquistas. Tem sido um ano de desconstrução interna, doloroso, mas muito sentido e eficaz.
Este último ano iniciou um percurso de grande importância pessoal. Caí num grande abismo interior, percorri um caminho tortuoso, perdi-me nos ilimites da alma, visualizei uma outra margem para além do fosso existente!
Fui construindo uma ponte dia a dia, minuto a minuto. E, de repente, sem dar por isso, estava na outra margem da vida!
Libertei-me das amarras dolorosas do passado, permiti-me crescer e tornar-me Mulher! Um processo interno que, inevitavelmente, teve as suas consequências no mundo que me rodeia. Algumas pessoas ficaram lá atrás, no outro lado do abismo.
Felizmente, a maioria ajudou-me, mesmo sem compreender, a construir a ponte e deu o pulo comigo para a outra margem.
A esses grandes amigos, a essas grandes conquistas, as mais importantes, agradeço a paciência, a coragem e, acima de tudo, por terem lutado ao meu lado.
Apesar de tudo, apoiaram-me, mesmo quando me sentiam a ir por um caminho sem regresso. Quem ficou do outro lado não será esquecido naturalmente. Mas ficam no lugar a que pertencem... ao passado!
Hoje, com 30 anos de idade, sinto-me verdadeiramente viva!
Foi um parto difícil. Mas no dia de hoje posso dizer com toda a segurança que sobrevivi. Renasci das cinzas do meu ser!
Agradeço à minha família, aos meus amigos, aos meus chefes, aos meus colegas, mas acima de tudo, agradeço a mim própria por ser quem sou, por me ter apercebido da tristeza em que estava mergulhada, por ter lutado, por me ter despido da máscara imposta e por mim permitida.
Hoje sou quem sou com orgulho, verdade, segurança e determinação. Aceitei o Outono, o Inverno, a Primavera e o Verão na minha vida. Tenho a consciência exacta que apenas um percurso foi iniciado, que muitos vales surgirão no meu caminho, que muitas montanhas terão de ser escaladas... mas sei que um planalto verde e radioso, com um sol quente e luminoso, será sempre o meu lugar, a minha casa, o meu regresso.
Já disse muito. Provavelmente muito mais se poderia dizer. Obrigado por me "ouvirem", obrigado por me "escutarem", obrigado por me entenderem.

November 10, 2004

Ver Estrelas...

Grupo da Atalaia
"... nasce em 2000 como um conjunto de pessoas interessadas em Astronomia, e que se encontram regularmente nos arredores de Lisboa para admirarem o céu. O local de observação fica perto da localidade da Atalaia, Montijo, e dai nasceu o nome do grupo. Na realidade, o "Grupo" não existe formalmente, teve formação espontânea, e continua a existir sem regras, estatutos, estrutura, lideres, liderados, nem associados. A filosofia de união baseia-se na amizade e gosto pela astronomia, e todas as pessoas são bem vindas e convidadas a juntarem-se a nos, todos os sábados depois da lua nova, ou quando espontaneamente as pessoas decidem se encontrar, seja para observar, seja simplesmente para conversar, e discutir astronomia e outros assuntos."

November 06, 2004

Código Da Vinci

Quem leu adorou! Eu amei, né?!

Mas vale a pena contestar, repensar e estar atento ao Marketing.

Aconselho a consulta de http://bmotta.planetaclix.pt/

Boas leituras!


October 28, 2004

Senhoras e Senhores Automobilistas... por favor!

Também me incluo no grupo... mas acho que andar a pé, além de ser bom para a saúde e ainda não ser sujeito a imposto, deve ser uma experiência que todos os automobilistas deveriam esforçar-se por ter nas suas vidas. Sobretudo em dias de chuva como o de hoje! Logo viam o que era!

Já não bastava estar bastante ensopada! Não! Não era o suficiente! Como tal, vários condutores de automóveis decidiram dar-me uma ajudinha (a mim e aos restantes peões) para literalmente ficarmos encharcados até ao tutano.

Será que custa assim tanto ter em atenção que junto aos passeios a água corre que nem rios e que seria simpático abrandar só um pouquinho, desviar ligeiramente e evitar o fantástico "splash"? Ainda por cima continuam, nem desculpa nem nada. Alguns são bastante distraídos, mas outros fazem mesmo pontaria! Tem graça?! Acham!? Pelos vistos sim.

October 26, 2004

Desnorteada a 100%

Olá a todos!

Realmente há muito tempo que aqui não venho deixar umas palavritas. Mesmo insignificantes, mais vale escrever qualquer coisita do que ir deixando o meu querido blog esmorecer.

Isto tem sido... bem... estou farta deste ritmo. Nem pensar consigo! As poucas células cinzentas que tinha estão a perder energia a cada dia que passa! Não penso, logo não existo 'né?!!! Ou será que existo? Já não me sinto! Não sei se também acontece convosco, mas parece que ando no limbo, em suspenso... tudo por acontecer e, ao mesmo tempo, tanta coisa a fervilhar por dentro!

Será falta de sexo?! Lol! Será que é assim tão linear?! Será que tudo se resume a sal e pimenta? Não sei, não sei nada!

Um ritmo frenético, a vida a passar por entre os dedos e olho para ontem e nada fiz de realmente importante! Merda para isto tudo! Desculpem o desabafo, mas ando um pouquito desnorteada! Um pouco é favor!

Animem lá isto! Não, nada disso! Só pensam nisso! Animem lá o blog com os vossos comentários, 'bora lá divagar, 'bora lá tirar-nos do sério.



October 19, 2004

Não sei que dizer

Não sei o que dizer a um amigo de infância que sofreu ontem a perda do pai.
Liguei há pouco e, apesar de sentir do fundo da minha alma todas as palavras transmitidas, fiquei sempre com a sensação "a falso", como se tudo o que me saía da boca fosse insignificante perante esta tragédia pessoal. E tudo é insignificante perante a mais certa das coisas. Senti o sentimento de perda dele. Apesar de tudo, senti que a minha voz foi importante para ele. Uns breves minutos ao telefone, sem saber o que dizer, sem saber o que sentir.... e para o meu amigo foi importante.
Sinto muito. Sinto muito a tua perda. Sinto muito que o teu pai tenha estado tantos anos em sofrimento contínuo. Tu sabes, e eu também, que foi em paz. Paz com a vida, com o mundo... está em paz.
Não sei que dizer mais... nada mais há a dizer. Só sentir, deixar os sentimentos mais profundos aflorarem como merecem, deixar o tempo fluir, permitir que a dor da tua perda avance, deslize e se desvaneça na penumbra do tempo.